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"Vamos dar uma voltinha, ali..."

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Engraçado como muita gente tenta agir de má fé, seja a primeira vez ou não usando Uber ou qualquer outro serviço. Numa das noites de trabalho, até então, tudo normal, eu me encontrava no Setor Sudoeste, aqui em Goiânia, quando recebi uma chamada vinda de uma praça na av. C-12. Ok, dirigi-me pra lá, e o app identificou uma mulher. Ao chegar, uma garota aproximou-se e disse que a viagem seria para dois amigos dela. Detalhe: eles estavam na porta de um "clube", onde rolava uma festa funk! Os dois marmanjos vestiam roupas típicas, com seus tradicionais bonés de aba reta, além das já convencionadas camisas de time de futebol, largonas, e calças de nylon ainda mais largas. Até aí, não vejo nenhum problema, também. Assim que dei início à viagem, não foi identificada a rua, mas apontava para o Jardim Guanabara, por volta de uns 18, 19 km. Perguntei o nome da rua e um dos garotos - "garoto de 19 anos" - me disse que, chegando próximo, ele falaria. Ok, isso acon...

Mentindo para o pai

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Olá, pessoal. Essa estória aconteceu hoje, dia 03 de junho, data em que começo esse blog. Como eu disse, alguns posts ficarão fora da cronologia, até mesmo para eu não esquecer-me. Bom, eu estava no setor Balneário Meia-Ponte, quando recebi uma chamada, com o nome de Ygor (não usarei os nomes reais, a fim de preservar os personagens, ok?). Quando cheguei ao local, na verdade, não era o Ygor que iria comigo, mas sua (provável) namoradinha. Ambos são jovens, por isso, o "inha". O destino dela estaria a 15 minutos dali.  Boa de conversa, já me contou que estava com um pouco de ressaca, pois, "ontem eu e ele, a gente foi numa festa, bebemos um pouco (...) saímos de lá às 4 da manhã". Talvez, até normal pra essa galera jovem de hoje, não é?  Ela me disse, também, que havia reencontrado esse rapaz, que já o conhecia há algum tempo e, ao saírem da festa, ela achou melhor dormir na casa dele, junto com outros amigos e amigas, já que ele, Ygor, estava sozinho em casa....

Será que vai ser agora?

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Assaltos viraram coisa comum, infelizmente, tendo motoristas da Uber como vítimas. Em Goiânia, pelo menos, não se passa duas semanas sem que um parceiro tenha sido vítima. Não está fácil, Uber! Eu, mesmo, já passei/passo por situações em que penso: "será que vai ser agora?" Mas, graças à boa natureza das coisas, isso não aconteceu durante esse tempo que estou na Uber, e espero que assim continue. Bom, dias atrás, recebi uma chamada nas imediações do Setor Urias Magalhães, onde eu já estava. A chamada era (supostamente) de uma mulher, e isso já passava das 23h30. Cheguei ao endereço da chamada, ruas estreitas e escuras, ninguém na rua. Parei sob uma árvore, esperei um pouco, até que, pelo retrovisor do meu lado, observei três caras (lógico, num lugar como aquele, suspeitos) descendo a rua. Olhei para o retrovisor do lado do passageiro, a fim de tentar vislumbrar a figura da passageira no mesmo, mas nada. Ela não havia saído. Ao olhar novamente para o "meu" retr...

Óóó o gáááiisss!

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Desculpem-me pelo pecado ortográfico no título, foi apenas para acompanhar a "onda do momento", mas relacionando-me a outro tipo de gás. Bem, vamos lá. Recebi uma chamada enquanto estava no Setor Universitário. Nessa época, eu devia ter uns 2 ou 3 meses na Uber, somente.  A chamada vinha de um bar/restaurante, já das antigas, abaixo da 11ª Avenida, próximo à praça das universidades. Era um rapaz de uns 30 anos, mais ou menos, que aparentou pesar uns 120 Kg. Tudo bem, né? O carro dá conta. Gente boa, fomos conversando durante o percurso, que não era longo. Com o ar ligado e o carro fechado, conversamos sobre a comida daquele bar, já tradicional; sobre música - em meu carro deixo rolando o que gosto de ouvir, que é rock e gêneros melhores do que pagode, sertanejo, fanque, e outros que não curto -, já que ele também gostava de rock. Beleza. Chegamos ao destino. Assim que o cara foi descer, não conseguiu segurar. Soltou um sonoro peido, daqueles de dois segundos, mas o su...

Estórias uberianas

Olá, caro internauta! Sou motorista/parceiro Uber há mais de um ano, e só agora, com um pouquinho de tempo, resolvi criar mais este blog, a fim de compartilhar as estórias que ouço e vivencio dentro do meu carro. Algumas delas, eu apenas testemunho, presenciando o que os outros ocupantes conversam. Os tipos de passageiros são diversos, mas confesso que, em Goiânia, o pessoal LGBT é o que mais usa os serviços da Uber. Um até disse, certa vez, que taxista "parece não gostar de gay". Bom, palavras dele. Mas, acho que, como eu, os diversos outros parceiros não distinguem ninguém, nem por sua profissão, nem por sua orientação sexual; o que vale é o caráter de cada um. Chega de lero-lero. Deixemos isso para os posts seguintes, onde vêm as estórias uberianas. É cada uma mais incrível que a outra! Alguns dos posts feitos aqui são de fatos que aconteceram há meses, ou dias, mas na sequência dos acontecimentos. Os novos fatos vão sendo também postados à medida que acontecerem, ok?...